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O Julgamento de Deus – Darwinismo, Fé e Ateísmo
Petrony
Autor:
Américo Joaquim Marcelino
Razão de Ser Este livro é, de
certo modo, um julgamento… O Julgamento comporta, na sua estrutura, a petição
do Autor (ou a acusação do Ministério Público), ao que se segue a contestação do
Réu, (ou a defesa do arguido), continuando com a produção da prova e concluindo
com a Sentença. O Julgamento que agora se propõe é de estrutura similar, com
a especificação de que o Juiz será cada um dos leitores e o objecto da lide é o
fenómeno religioso. Serão expostas as provas oriundas do cepticismo
tradicional e em particular do darwinismo ateu, escrutinadas pela
espiritualidade cristã, de modo a que cada um faça o seu Julgamento de Deus: –
existe, não existe… tem ou não sentido o dom da fé? Obviamente que assumimos
a nossa posição teísta, face a uma literatura militantemente ateísta
recentemente surgida e de cariz tão provocador e agressivo que a pergunta que
espontaneamente nos surge é: – Porquê? Porquê esta missionação panfletária e
irracional contra uma Mensagem que, ao longo dos tempos tem constituído um
incentivo para o Bem e para a Verdade? A quem pode prejudicar a simplicidade
evangélica, a quem pode meter medo o suave Mestre que deu a sua vida para que os
homens a tivessem e a tivessem em abundância? As considerações que se seguem
foram directamente despoletadas pelos livros de alguns escritores militantemente
ateus, com especial relevo para Richard Dawkins (A Desilusão de Deus) e a sua
visão da evolução darwiniana com a qual pensa dar xeque-mate a
Deus. E para contra-atacar nem sequer é preciso ser especialista da
Evolução. Porque, afinal, … quem o não é, quando tantos intelectuais de
quadrantes tão diversificados como a biologia, zoologia, antropologia,
paleontologia, teologia ou filosofia … têm perorado tão doutamente sobre o tema?
Sem negar o compromisso pessoal (não em defesa de qualquer credo, mas do
paradigma cristão, cume da excelência) faço o papel do intermediário dos mais
variados “depoimentos”. Depois, quem ler ajuizará. Serei, certamente,
acusado pelos guardiães da ciência oficial que rasgarão as vestes escandalizados
pela heterodoxia que contesta vivamente as suas fantasias. Em boa verdade, a
ciência da evolução tornou-se em grossa medida um acervo de
especulações acriticamente aceites e que extravasam dos cânones da mesma
ciência. Pressinto que o darwinismo, pelo modo intolerantemente ateu como nos é
servido se háde revelar como um engodo monumental pela especulação tão
destituída de base factual que, no mínimo, acaba por se volver num claro
exercício de desonestidade intelectual. Estribado nos próprios testemunhos da
vulgata darwinista mostrarei como eles oferecem o flanco à crítica, já pelas
suas evidentes insuficiências probatórias, já pelos atropelos da simples lógica
e que os avanços da ciência genética cada vez mais evidenciam. Isso e outras
coisas se realçarão nas duas partes em que o trabalho se desdobra: – a primeira
de pendor estritamente evolucionista, na medida em que se procurou substitui
Deus pela omnipotente Selecção Natural (SN); a segunda, de teor espiritualista,
procurará dar resposta ao jacobinismo mais comum e que a referida literatura
anticristã veicula. Não proponho nada de original. Não digo outra coisa que
uma pessoa de inteligência normal e de oportuno senso crítico não tenha já
ponderado. Suscitar dúvidas… formular interrogações… agitar ideias…
porque cada vez se revela mais verdadeiro que muitos ateus práticos o são porque
não discutem, não questionam, não mergulham nas grandes questões que preocupam o
Homem. Em suma: porque não querem “pensar nisso”… e a religião foi confinada ao
recôndito das sacristias. Embora sem os conhecimentos específicos que algumas
áreas exigem, como o Juiz imparcial sirvo-me das perícias e dos
testemunhos dos especialistas respectivos que procuro transcrever com toda a
fidelidade. Sem abdicar do meu próprio veredicto, penso que os dados ficam
lançados com suficiente objectividade para que cada um possa decidir em
consciência.
Sumário
Razão de Ser Limiar
Parte I
- A argumentação
evolucionista
- O desígnio ou o acaso?
- A querela evolução-criação
- As fases intermédias: a complexidade
irredutível
- As objecções da estatística
- Mas o que é e como funciona a selecção
natural?
- Do darwinismo para o neo-darwinismo
- Ónus da prova
- A contra-prova da própria evolução
- O princípio antrópico
- A selecção natural, a entropia e o surgimento da
vida
- Criacionismo-Evolucionismo: – a Resolução do
Conselho da Europa de 4 de Outubro de 2007
- Darwin traído?
- Nada faz sentido sem o darwinismo?
- Corpo e alma
- Nos 200 anos do nascimento de
Darwin
- Da Terra, Centro do Mundo, ao Homem, Rei da
Criação
- A Origem das
Espécies
Parte II
- A argumentação religiosa
- Humanismo ateu e humanismo cristão
- O problema do mal
- A moral sexual
- Da superioridade da moral cristã
- A lógica última do ateísmo
- O homem religioso
- Como são os regimes oficialmente
ateus?
- Os santos laicos
- Darwin e as “crenças religiosas”
- Os extremismos
- Um Relance de olhos sobre a questão de
Deus
- Revista bibliográfica
- Conclusões
I. Quanto ao argumento evolucionista II. Quanto à
restante argumentação
- Bibliografia
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